Logos das principais operadoras de planos de saúde

Quando a operadora nega um tratamento, contar com um advogado especialista em plano de saúde pode fazer diferença. Saiba quando a negativa é abusiva e como agir para proteger sua saúde.

Este artigo, de autoria do Dr. Miquéias Martins, advogado da saúde, visa informar os pacientes sobre seus direitos e de que forma a legislação garante sua proteção.

Advogado especialista em plano de saúde e as principais operadoras

Continue a leitura para entender:

  • O que diz o ordenamento jurídico brasileiro?
  • O plano de saúde pode negar cirurgia ou tratamento indicado pelo médico?
  • O plano pode negar medicamento de alto custo?
  • O plano pode limitar sessões de terapia?
  • Quanto tempo demora uma ação contra plano de saúde?
  • Posso conseguir uma liminar?

O que diz o ordenamento jurídico brasileiro?

A Constituição Federal (art. 196) garante que a saúde é direito de todos e dever do Estado. A Lei nº 9.656/98 regula os planos de saúde e impõe cobertura mínima conforme o rol da ANS. O Código de Defesa do Consumidor protege o paciente contra cláusulas abusivas.

O STJ já consolidou entendimento de que a prescrição médica deve prevalecer sobre limitações contratuais, especialmente em casos de urgência. Assim, negativas de cobertura podem ser consideradas abusivas e revertidas judicialmente.

O plano de saúde pode negar cirurgia ou tratamento indicado pelo médico?

Não. A prescrição médica é determinante. Negativas baseadas em ausência no rol da ANS ou alegação de experimentalidade são frequentemente afastadas pelos tribunais.

Principais dores do paciente:

  • Risco de agravamento da doença.
  • Perda da chance de cura.
  • Necessidade de pagar cirurgia particular.

O plano pode negar medicamento de alto custo?

A recusa é comum, mas não se sustenta juridicamente. O STJ já decidiu que o preço elevado não justifica negativa, desde que haja prescrição médica fundamentada.

Consequências para o paciente:

  • Interrupção do tratamento.
  • Progressão da doença.
  • Impossibilidade financeira de custear o medicamento.

Nestes casos, a liminar costuma ser deferida para garantir acesso imediato.

O plano pode limitar sessões de terapia?

Limitações em terapias para autismo, reabilitação ou tratamentos contínuos são recorrentes. Contudo, o entendimento judicial é de que a restrição compromete o direito à saúde e pode ser considerada abusiva.

Impactos emocionais e sociais:

  • Atraso no desenvolvimento da criança.
  • Sobrecarga financeira da família.
  • Interrupção de tratamento multidisciplinar.

O que fazer quando o plano de saúde nega um tratamento?

A negativa de cobertura do plano de saúde pode ocorrer por diferentes motivos, como alegação de ausência do procedimento no rol da ANS, exclusão contratual, período de carência, falta de autorização ou suposta ausência de indicação para aquele tratamento. Entretanto, a justificativa apresentada pela operadora não significa, automaticamente, que a recusa seja legítima.

Quando o plano de saúde nega um tratamento, é importante verificar se a doença possui cobertura contratual e se o procedimento, medicamento ou terapia foi indicado pelo médico responsável. Em muitos casos, a operadora não pode substituir a avaliação do profissional que acompanha o paciente nem impedir o tratamento necessário com base em justificativas administrativas ou limitações contratuais abusivas.

Assim, diante de uma recusa de cobertura pelo plano de saúde, o paciente pode buscar orientação jurídica para avaliar a possibilidade de uma ação judicial.

Dependendo da urgência e da documentação disponível, é possível solicitar uma liminar contra o plano de saúde para determinar a autorização ou o custeio do tratamento, evitando que a demora comprometa a saúde do beneficiário.

Ao receber uma negativa de cobertura, o primeiro passo é solicitar que a operadora informe formalmente o motivo da recusa. A justificativa apresentada pelo plano de saúde é importante para verificar se a negativa possui fundamento contratual e legal ou se representa uma restrição abusiva ao tratamento prescrito.

Também é recomendável reunir o relatório médico, exames, prescrição, orçamento do tratamento e todos os protocolos de atendimento realizados junto à operadora. Quanto mais clara estiver a necessidade médica, mais adequada será a análise do caso.

Em situações de urgência, não é necessário aguardar indefinidamente uma resposta administrativa. Quando a demora ou a negativa coloca em risco a saúde do paciente, um advogado especialista em plano de saúde pode buscar uma decisão judicial urgente para determinar que o plano autorize ou custeie o tratamento.

A negativa do plano de saúde significa que o paciente perdeu o direito ao tratamento?

Não necessariamente. A existência de uma negativa administrativa não significa, por si só, que a operadora esteja juridicamente correta. É necessário analisar o motivo apresentado, o contrato, a legislação aplicável, a indicação médica e as circunstâncias específicas do paciente.

Por isso, diante de uma negativa de tratamento pelo plano de saúde, o paciente deve evitar simplesmente aceitar a recusa sem verificar seus direitos. Em determinados casos, a Justiça pode reconhecer a abusividade da negativa e determinar a cobertura do procedimento, medicamento ou terapia.

Quando a negativa pode ser considerada abusiva?

A abusividade deve ser analisada individualmente, mas pode estar presente quando a operadora utiliza uma limitação contratual de maneira incompatível com a finalidade do contrato ou impede tratamento essencial indicado pelo médico assistente.

Também merece atenção a situação em que o plano autoriza a doença ou a cobertura em geral, mas recusa justamente o procedimento, medicamento ou método necessário para tratá-la, especialmente quando existem elementos médicos que demonstram sua necessidade.

Nessas situações, uma análise jurídica especializada pode identificar se existem fundamentos para contestar a negativa e, quando necessário, ingressar com uma ação contra o plano de saúde.

O que pode ser pedido à Justiça?

Dependendo do caso concreto, o paciente pode buscar judicialmente a autorização ou o custeio do tratamento indicado, além de outras medidas cabíveis.

Quando existe risco de agravamento da doença ou prejuízo decorrente da demora, pode ser formulado um pedido de tutela de urgência, para que o tratamento seja disponibilizado antes do encerramento definitivo do processo.

A documentação médica exerce papel fundamental nesse tipo de demanda. Relatórios detalhados, prescrições, exames e justificativas técnicas ajudam a demonstrar ao Judiciário não apenas qual tratamento foi indicado, mas também por que ele é necessário naquele momento.

Por essa razão, diante de uma negativa de cobertura, contar com um advogado especialista em plano de saúde pode contribuir para identificar os documentos relevantes, avaliar a abusividade da recusa e definir a medida judicial mais adequada ao caso.

Quanto tempo demora uma ação contra plano de saúde?

O processo pode variar, mas em situações urgentes é possível obter decisão liminar em poucos dias. Essa medida assegura o início do tratamento antes do julgamento final.

Principais dúvidas:

  • Se a Justiça é rápida.
  • Se conseguirá o tratamento a tempo.
  • Se precisará esperar o processo terminar.

Posso conseguir uma liminar?

Sim. A liminar é instrumento essencial para proteger o paciente em risco. O juiz, diante da urgência e da prescrição médica, pode determinar que o plano custeie o tratamento imediatamente.

Situações mais comuns:

  • Câncer.
  • UTI.
  • Home Care.
  • Cirurgias urgentes.
  • Medicamentos de alto custo.

Perguntas frequentes

Preciso de advogado para entrar com ação contra o plano de saúde?

Nos casos com pedido de liminar ou de maior complexidade, a atuação de um advogado especialista em plano de saúde é recomendada, porque ele reúne as provas adequadas e conhece o entendimento dos tribunais. No Juizado Especial Cível, causas de até 20 salários mínimos podem ser propostas sem advogado, mas a orientação técnica costuma evitar erros que atrasam o tratamento.

Quais documentos devo reunir?

Relatório médico detalhado, com a indicação e a urgência do tratamento; a negativa da operadora por escrito ou o número de protocolo do atendimento; a carteirinha e o contrato do plano; exames recentes; e os comprovantes de pagamento das mensalidades.

A operadora precisa informar a negativa por escrito?

Sim. As normas da ANS garantem ao beneficiário o direito de receber a negativa de cobertura por escrito, com a justificativa, sempre que solicitar. Esse documento é uma das provas mais importantes do caso.

O rol da ANS limita o que o plano deve cobrir?

A Lei nº 14.454/2022 definiu o rol da ANS como a referência básica de cobertura e permitiu a cobertura de tratamentos fora dele quando atendidos critérios técnicos, como a comprovação de eficácia. Por isso, cada caso precisa ser analisado por um advogado especialista em plano de saúde com base no relatório médico.

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Quando procurar um advogado especialista em plano de saúde

Neste artigo, você aprendeu que:

  • O plano de saúde não pode negar tratamento indicado pelo médico.
  • Medicamentos de alto custo e terapias contínuas podem ser garantidos judicialmente.
  • A liminar é a solução rápida para assegurar o tratamento em tempo hábil.

Aviso importante: Este artigo possui caráter informativo. Situações concretas podem apresentar particularidades jurídicas relevantes, razão pela qual a análise individualizada por profissional habilitado é recomendável.

Sobre o autor

O Dr. Miquéias Martins é advogado especialista em Direito da Saúde (OAB/SP N° 482.112), para garantir o acesso a cirurgias, medicamentos e tratamentos essenciais à saúde e à dignidade dos cidadãos brasileiros.

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Escrito por

Dr. Miquéias Martins Soares

OAB/SP nº 482.112

Advogado inscrito na OAB/SP sob o nº 482.112, com atuação especializada em Direito da Saúde: planos de saúde, SUS e Direito Médico. Atende pacientes e médicos em todo o Brasil.

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